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Daimler está perto de vender 50% da Smart a chinesa Geely

Daimler está perto de vender 50% da Smart a chinesa Geely

Os horizontes estão ficando mais claros para a Smart, a marca de propriedade da Daimler. No início da semana o jornal alemão Handelsblatt publicou uma reportagem, dizendo que Daimler poderia já ter uma decisão acertada sobre sua subsidiária de microcarros antes do final de 2019, e que as negociações estavam sendo feitas com parceiros chineses.

Citando três fontes próximas as negociações, o jornal Financial Times afirma que a Daimler estaria perto de vender 50% de participação da Smart ao grupo chinês Geely Automobile Group.

Segundo periódico econômico estadunidense, o acordo será confirmado antes do Salão Automóvel de Xangai, a ser realizado em abril próximo. No momento, nem a Daimler e a Geely quiseram comentar as informações.

Lembramos que no ano passado, a Geely associou-se a Daimler. O presidente da montadora chinesa, Li Shufu, adquiriu uma participação de 9,7% da empresa alemã, por 9 bilhões de dólares, tornando-se  assim o maior acionista do grupo Daimler.

ENTENDA O CASO

De acordo com o jornal alemão Handelsblatt, a Daimler cansada das constantes perdas financeiras de sua filial Smart, estava a procura de uma nova parceria e a prioridade era com algum fabricante de carros chinês. Para o grupo alemão essa é a única saída para estancar os problemas de caixa que afetam a Smart desde sua criação.

CONVERSAS COM A BAIC E GEELY

Dentro do setor, também foi sugerido a Daimler uma possível cooperação com a BAIC, sua parceira de longa data em sua joint venture chinesa. Conversas também estavam em andamento com a Geely, dona da Volvo.

Entretanto o fundador da Geely, Li Shufu, que possui 9,7% das ações da Daimler – que é atualmente o maior acionista do grupo, tem buscando fortalecer sua cooperação com a fabricante de Stuttgart.

Até agora, a parceria entre a Daimler e a Geely permitia apenas competir no segmento de veículos de luxo, logo uma aliança com a Smart traria mais vantagens para os futuros planos do senhor Li Shufu. Questionadas pelo jornal, ambas as empresas não quiseram comentar sobre o assunto.

PRODUÇÃO TRANSFERIDA DA FRANÇA PARA A CHINA

A ideia por de trás de todo esse processo de venda da Smart é embasada nos custos de produção. A próxima geração deste veículo de dois lugares não será mais construída na França em Hambach, mas sim na China.

É por isso que a Daimler almeja uma parceria com um fornecedor local, diz um dos envolvidos na negociação. Em agosto de 2018, já havia indícios que o fabricante alemão estava tratando com o BAIC uma maneira de produzir na China os modelos de sua marca de carros pequenos.

O MERCADO CHINÊS, NOVO DESAFIO PARA A SMART

Desde o seu lançamento em 1998, a Smart não devolveu em dinheiro os investidos feitos Daimler, pelo contrário, precisou de muito mais aporte para continuar na ativa. As vendas de veículos da marca atingiram seu pico em 2005, com 144.000 unidades vendidas.

Isso, no entanto, permitiu a Daimler reduzir suas emissões médias de CO2  para todo o seu alcance. Uma das razões, é que o Smart será comercializado apenas versão 100% elétrica. A China, o maior mercado de veículos elétricos do mundo, pode representar uma nova esperança para a marca.

Fontes: Handelsblatt e Financial Times

 

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